Excelente artigo, apreciem!!!




A proliferação do CAD foi mais rápida que a capacitação da mão-de-obra.

Desenhar é uma forma de comunicação que congrega as mais diversas áreas do conhecimento, seja no âmbito das ciências humanas seja na área das tecnologias. É uma forma de expressão que data dos tempos das cavernas.

Após a era primitiva o homem já dominava algumas técnicas de trabalho com metais, madeira, etc. que eram transmitidas de pai para filho.


Os desenhos também evoluíram, passando por varias etapas até chegar ao computador que, hoje, é a grande ferramenta de desenho e projeto. O desenho é usado para investigar e apresentar soluções inovadoras aliadas aos processos de industrialização.

Se o homem primitivo arriscava a desenhar usando a imaginação e a terra como tinta, hoje os profissionais do desenho possuem à sua disposição recursos tecnológicos que lhes permitem alcançar níveis de sofisticação e precisão que seriam impossíveis de se imaginar 40 ou 50 anos atrás.

No início da década de 80 surge uma nova ferramenta, as estações CAD. Eram extremamente inovadoras para uma área profissional cuja última revolução tinha sido a invenção da caneta nanquim. O profissional da área de desenho e projeto foi compelido a buscar o domínio dessa nova ferramenta. Houve uma grande demanda por treinamento na área e os profissionais mais antenados buscavam se atualizar.

Porém, ficou um vazio porque a proliferação dos sistemas CAD foi mais rápida que a capacitação da mão-de-obra. Muitos profissionais não tomaram conhecimento da tecnologia e isso ocasionou falta de mão-de-obra. Para suprir essa carência surgiu um novo personagem, o cadista. Ele tinha uma característica importante, conhecimento sobre o CAD.

Porém, a grande maioria não era desenhista na sua concepção plena. Alguns haviam feito somente o curso de CAD, um treinamento específico. Outros tinham, além disso, estudado desenho na escola técnica ou na faculdade, mas em nível superficial. No inicio os softwares se limitavam a reproduzir as pranchetas eletrônicas, mas hoje se transformaram em poderosas ferramentas de projeto, trazendo o modelamento 3D sólido e paramétrico e outras característica que passaram a exigir mais competências e habilidade de seus operadores.

O problema é que as empresas investem grandes quantias em hardware e software esquecendo de que o diferencial competitivo está na competência do desenhista/projetista. Por isso, os cursos de CAD deveriam ensinar a seus alunos a aplicar seu conhecimento técnico aliado ao pleno conhecimento das recuros e potencialidades dos softwares, extraindo desse conjunto de ferramentas o melhor resultado possível.

A cada nova versão os softwares ganham novas ferramentas e não há alteração de carga horária do treinamento. Assim o profissional acaba absorvendo cada vez menos conhecimento em um contexto que privilegia a quantidade em detrimento da qualidade. O curso básico de Autocad, por exemplo, é estipulado pelo mercado em 40 horas desde a versão 12, ou seja, muito se acrescentou ao software de lá para cá. Isso resulta em um treinamento superficial.

Hoje temos um mercado consolidado na tecnologia CAD, portanto é hora de se repensar a capacitação dos profissionais. A evolução do projeto em 3D é uma realidade que não podemos ignorá-la.

Qual tem sido a formação dos profissionais que atuam com 3D? E as novas tecnologias que complementam o processo de projetos? E as ferramentas de CAM e CAE na área mecânica ou ferramentas para criação das maquetes eletrônicas e cálculo estrutural?

Todos esses conceitos precisam ser objeto de cursos de atualização, extensão, aperfeiçoamento e até mesmo pós-graduação. Enfim, de toda uma a formação baseada na educação continuada.

Fonte: CaDesign

Equipe ProjetistasBrasil.com

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